O Manifesto

logo movimento

Introdução:

     O Movimento O Rio é o Meu País é uma organização suprapartidária, plural, que defende a independência política do Estado do Rio de Janeiro, pretendendo ser o representante da população fluminense que apoia essa ideia. Seu objetivo é difundir essa ideia à população fluminense e defender a criação da República do Rio de Janeiro, sempre no marco da legalidade e utilizando meios pacíficos. Defendemos a realização de um plebiscito entre a população fluminense, onde esta determinaria se o Estado do Rio de Janeiro deve permanecer como ente federativo do Brasil, ou se deve constituir uma nação independente e soberana.

O movimento:

     O Estado do Rio de Janeiro é um dos mais ricos da República Federativa do Brasil. Somos vítimas de um injusto sistema tributário. Para ilustrar isso, utilizamos dados da própria Receita Federal, referente ao ano de 2013, onde o Estado do Rio de Janeiro pagou de impostos, no referido ano, R$ 204.150.928.197, recebeu de volta R$ 26.158.771.793 (já incluídos os royalties do petróleo).

* Em reais

Quanto paga ao governo federal 

 Quanto recebe do governo federal

Saldo

Acre

965.577.299

3.426.721.265

2.461.143.966

Amazonas

12.967.016.864

6.184.983.946

-6.782.032.918

Amapá

793.267.107

3.083.696.158

2.290.429.051 

Pará

8.805.370.426

14.243.030.448

5.437.660.022 

Rondônia

2.723.415.892

3.491.032.105

767.616.213

Roraima

838.695.549

2.409.099.735

1.570.404.186

Tocantins

1.863.394.075

5.080.728.012

3.217.333.937 

Alagoas

3.121.431.644

7.726.140.264

4.604.708.620 

Bahia

25.200.007.120

25.502.786.329

302.779.209

Ceará

15.605.689.938

15.822.040.420

216.350.482

Maranhão

6.169.540.487

14.767.377.715

8.597.837.228

Paraíba

5.095.930.646

8.962.955.620

3.867.024.974

Pernambuco

20.454.986.972

16.226.400.360

-4.228.586.612

Piauí

3.113.622.292

7.940.864.681

 4.827.242.389

Rio Grande do Norte

4.868.300.465

7.442.998.248

2.574.697.783 

Sergipe

3.597.068.825

5.762.538.245

2.165.469.420 

Goiás

15.148.888.000

7.972.495.849

-7.176.392.151 

Mato Grosso

7.459.900.049

4.908.472.328

-2.551.427.721 

Mato Grosso do Sul

5.513.182.073

4.162.449.621

 -1.350.732.452

Espírito Santo

18.667.395.428

6.842.161.166

 -11.825.234.262

Minas Gerais

68.775.270.001

25.169.700.523

 -43.605.569.478

Rio de Janeiro

204.150.928.197

26.158.771.793

-177.992.156.404 

São Paulo

455.978.453.549

32.730.079.863

-423.248.373.686 

Paraná

59.248.530.341

13.123.000.536

-46.125.529.805 

Rio Grande do Sul

54.206.464.437

12.626.337.726

-41.580.126.711 

Santa Catarina

38.888.044.191

7.434.092.680

-31.453.951.511 

Distrito Federal

94.105.540.884

15.544.969.584

-78.560.571.300 

Fontes: http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/arre/2013/PorEstado/ArrecadacaoUFJan-Dez13.ods

           http://www.portaltransparencia.gov.br/PortalTransparenciaListaUFs.asp?Exercicio=2013&Pagina=1

     A tabela mostra claramente o nível de exploração tributária a que está submetido o Estado do Rio de Janeiro. Em 2013 o Rio de Janeiro pagou de impostos ao governo federal mais de 204 bilhões de reais, e desse valor, só retorna 10%. R$ 177.992.156.404 foi quanto o Rio de Janeiro perdeu para sempre, para sustentar o governo federal e os estados parasitas, aqueles que vivem do dinheiro arrecadado do Rio de Janeiro e outros estados. Se a usurpação dos royalties do petróleo se concretizar, o saqueio será ainda maior. Se o Estado do Rio de Janeiro se tornasse independente, ficaríamos com os R$ 178 bilhões, e não com royalties, e sim com 100% dos lucros da produção de petróleo.

     Esse descalabro não havia gerado nesse estado um movimento independentista por causa da ideologia do nacionalismo brasileiro, que entorpece as massas com o velho patriotismo nacional. Até que recentemente alguns fatos danificaram gravemente o elo sentimental que nos une ao resto do país. Num primeiro momento, a Emenda Ibsen, com sua proposta de redistribuição dos royalties do petróleo, no qual o principal estado produtor, o Rio de Janeiro, seria severamente afetado, despertou um sentimento de indignação na população fluminense, e a partir disso surgiu a ideia separatista neste estado no qual jamais havia tido, até o momento, nenhuma ideia secessionista. Ademais, ficaram mais aparente coisas que até então ficavam veladas, e facilmente verificáveis nas páginas da internet. Em sites de notícias onde são veiculadas notícias sobre a emenda, em que se pode emitir opinião, ao ler as opiniões dos leitores, se vê o tipo de mentalidade dominante no resto dos brasileiros com respeito ao Estado do Rio de Janeiro e ao povo fluminense. O que predomina é um ódio contra o nosso estado, onde pessoas entorpecidas com ideias distorcidas e estereotipadas consideram justo o arrastão, opinando que o Rio não produz nada e que vive só dos royalties, que seu povo vive na praia sendo sustentado pelo restante do país. Isso só corrobora com o fato de que, desde muito tempo o povo fluminense é extremamente discriminado, sendo os fluminenses, especialmente os cariocas, considerados malandros, vagabundos, que vivem na praia. Até mesmo o sotaque do carioca é extremamente discriminado pelos brasileiros, que o associam à malandragem, a surfistas. Quem é carioca e mora em outro estado do Brasil sente isso na pele, principalmente se mora em São Paulo. Ademais, a mídia brasileira não dá trégua à campanha mediática de difamação da cidade ao passar a ideia de que a capital do estado é uma cidade super violenta, a mais violenta do país, e que o Rio “queima” a imagem do país no exterior, onde o país apareceria como um país violento por culpa do Rio de Janeiro. Porém os números não corroboram com essa imagem estereotipada, pois baseando-se nos índices de violência, dentre todas as capitais, a nossa capital não figura entre as primeiras.

     Em outubro deste ano, outra grave violação ao Rio de Janeiro foi o leilão de um recurso natural situado no seu litoral: os poços de petróleo do Campo de Libra. Muito se tem dito que o Brasil teria sido lesado por tal leilão, que a Petrobrás ficará com apenas uma fatia minoritária de todo o lucro com a produção do petróleo, mas a verdade é que o grande lesado dessa história foi o Estado do Rio de Janeiro, que com a cassação do veto presidencial, e a redistribuição dos royalties para todos os Estados, ficará com migalhas. Se o Estado do Rio de Janeiro fosse um país independente, seria podre de rico. Porém nossa realidade é outra. O Rio está num estado de deterioração e abandono.

     Diante desse cenário, surge nosso movimento. Inicialmente de forma tímida, nas redes sociais, porém tem crescido muito rapidamente, e esse apoio popular é o que nos move a seguir com nossa luta.

     Respaldados pelo artigo 5 inciso IV da Constituição Brasileira que garante a liberdade de expressão; pelo princípio à autodeterminação dos povos, constante no art. 4 inciso III da Carta Magna; pelo art. 1º da Carta das Nações Unidas de 1945; e pelo Artigo 1º, tanto do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP) como do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), que afirmam que "Todos os povos têm o direito de autodeterminação. Em virtude desse direito, determinam livremente sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural", e considerando que o Brasil é signatário de todos eles, entendemos que nosso movimento é legítimo e encontra respaldo legal. Ainda mais considerando que a Constituição Brasileira considera o Brasil uma federação, e como tal, supostamente todos os estados constituintes formariam por livre e espontânea vontade parte dessa federação, e por conseguinte, também devem ter o direito de sair quando assim o queiram. Desta forma, e considerando que nosso movimento é pacífico e regido por princípios democráticos, defendemos a realização de um plebiscito, no qual o povo fluminense decidiria se o Estado do Rio de Janeiro deve permanecer como ente federativo do Brasil, ou se deve tornar-se uma nação independente e soberana.

 

Parasitas

 

 

 República do Rio de Janeiro

 

topo